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Foi-se o tempo em que os netos reuniam-se ao redor de suas avós para ouvirem histórias. As pessoas não mais se aglomeram em torno do rádio a fim de ouvirem notícias ou novelas. Não há mais serenatas, não há mais romantismo.
Os anos passaram e o progresso veio. A cada dia, novos utensílios são inventados ou melhorados. O avanço tecnológico chegou a tal ponto que é possível operar um paciente com raio laser.
Quem quer manter-se informado, ouvir histórias ou músicas, ver novelas..., tem à sua disposição um arsenal de opções: jornais, revistas, aparelho de som, a Internet... Internet: da invenção do computador à criação do mais importante meio de comunicação mundial foi um só passo. Hoje, milhares de pessoas têm acesso à Internet, tanto para o trabalho quanto para o lazer.
O progresso é contínuo; não pára nem para tomar fôlego. O mundo está ficando cada vez mais mecanizado e, a cada dia, mais pessoas têm acesso a essa industrialização.
Mas tudo tem seu preço: as florestas são destruídas para dar lugar às fábricas, o ar e a água tornam-se locais de despejo comunitário, os funcionários das fábricas são obrigados a ceder seus lugares às máquinas. Até o campo está mecanizado.
A massa de desempregados aumenta dia após dia e ninguém pensou em alguma solução possível. O campo mecanizado expele trabalhadores para as cidades, que estão superlotadas há vários anos, mas continuam crescendo.
É mais fácil ter um relacionamento virtual do que se envolver realmente com outra pessoa. É mais prático fazer compras sem sair de casa. É melhor trabalhar em casa do que enfrentar o trânsito todos os dias.
Viver assim é, aparentemente, melhor e mais dinâmico, mas, desse jeito, em breve todos estarão obesos, com problemas nas articulações e sofrendo de enfartos. Até quando será possível viver num mundo virtual?
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